Eu sei que não escrevo muito sobre politica, mas hoje eu vou fazer isso.
Eu não sou petista, votei na Marta pra Senadora para, segundo meu pensamento, ela passar o Netinho em números de votos, pára ele sim não se eleger.
Mas o PT nunca foi e nunca será minha primeira escolha.
Uns dias atrás eu estava no serviço lendo o jornal Diário do Comercio e vi uma coluna que eu achei genial.
Espero que vocês leiam e gostem...
"A "Falha" correu atrás da documentação, mas uma Juíza do Tribunal Militar mandou trancá-la num cofre.
Neil codinome "otário" Ferreira
Presidenta Poste é a sua presidenta, você está José Serra (careca) de saber. Também conhecida como "Estela", "Wanda", "Patrícia", "Luísa", "Maria Lúcia","Pitta do Lulla", "Mulé do Lulla", pode haver outros. Só saberemos se – coloque aí um enorme "se" – a Falha de S.Paulo ganhar na Justiça o direito de abrir o cofre da Justiça Militar em que a sua (dela) ficha limpa ou suja está trancada. A Falha já perdeu duas vezes. Se limpa fosse, estaria aberta e espalhada aos quatro cantos do universo.
Os cofres são marcos importantes na vida da presidenta Poste. O primeiro e mais notório é o cofre que o doutor Adhemar legou para sua namorada secreta que todo mundo sabia quem era, sob codinome "doutor Rui".
Alegadamente, nele habitariam Dois Milhões e Quinhentos Mil Dólares "cash" e estaria guardado na casa da irmã do "doutor Rui", no Rio.
A presidenta Poste, então supostamente "Estela" ou "Wanda", teria supostamente seduzido a filha (ou neta) da irmã do "doutor Rui", que tinha uns 16 aninhos, ganhando-a para a "causa". Adolescente dimenor enleada nas teias do seu primeiro amor (político), "vazou" para "Estela" ou "Wanda" a posição do cofre na casa. "Wanda" ou "Estela" supostamente chefiou o suposto assalto, tendo a menina como guia e escudo para neutralizar os cães de guarda, alegadamente ferozes.
O alegado cofre seria supostamente muito pesado e a suposta operação teria contado com Onze Cumpanheros (um time inteiro do córintcha, do coração você sabe de quem). Um deles era alegada ou supostamente Celso Minc, mais tarde suposto ministro do Ambiente do suposto governo do alegado presidente Lulla – tendo Minc sido filmado supostamente chapado, cantando num evento alegadamente de propaganda da maconha.
O suposto assalto teria sido um alegado sucesso e os supostos Dois Milhões e Quinhentos Mil Dólares sumiram nas brumas dos tempos. Sei alguns alegados nomes de supostas organizações às quais a presidenta Poste teria supostamente se filiado: Comando de Libertação Nacional (Colina) e Vanguarda Armada Popular Revolucionária (VAR Palmares), organizações pacíficas, como os nomes fazem supor.
Um nome famoso, supostamente militante de uma dessas organizações, era o Capitão Lamarca, alegadamente agora general, supostamente promovido post-mortem pelo Cumpanhero Vanucchi, com todo merecimento, pompa e circunstância. Pintou também gorda indenização para a família do de cujus, por seu heroísmo patriótico ao desertar e roubar do Exército um caminhão carregado de armas e munições. Roubar digo eu; eles falam "expropriar", ressalva feita andiamo via. Roubar ou "expropriar" o Exército virou ato heróico que justifica promoção, aumento de soldo, pagamento de atrasados e indenização.
Para chegar ao outro cofre, o da Justiça Militar, é necessário que façamos um Flash Forward, um salto à frente de quatro décadas, do passado ao presente. Flash Forward era
uma série de tevê tão incompreensível que durou só uma temporada. Era pior que Lost, que durou seis temporadas e ninguém entendeu neca de pitibiriba. Este Flash Forward que proponho é mais incompreensível ainda.
A presidenta Poste foi presa por participar de corajosas ações armadas para derrubar a ditadura militar e substituí-la por uma... uma o quê? Uma democracia ? Há controvérsias. Testemunhas oculares e cumpanheros d´armas como Dirceu mostram que o objetivo era implantar a ditadura deles, seja qual for. Democracia é que não era. O ministro Franklin Martins, um dos sequestradores do embaixador Ellbrick, era stalinista, e parece ser até hoje, com extrema coerência e honestidade intelectual. Coerência não é o forte da presidenta Poste e honestidade sei lá, quanto mais intelectual.
Torturada, segundo ela mesma afirma, sem confirmação de nenhum cumpanhero, e condenada por participação em crimes de sangue, como assaltos a bancos, com morte de inocentes, pegou 15 anos de cana. Dali a pouco, em novos interrogatórios, a pena foi reduzida de 15 para 3 anos e dali a mais um pouquinho caiu para 28 meses. Tais reduções eram incomuns nos tempos ditos de chumbo e algum tucano de má plumagem poderia ter espalhado a suspeita de um acordo por delação premiada.
A presidenta Poste alegadamente poderia (repare o verbo no condicional) supostamente ter dedurado cumpanheros em troca da redução de pena, tipo supostamente Genoíno teria feito na guerrilha do Araguaia, tanto que é o único que está aí vivo e barrigudo.
A Falha de S.Paulo correu atrás dessa documentação, mas uma Juíza do Tribunal Militar mandou trancá-la num cofre. Por coincidência, a Juíza é jaboti da presidenta Poste, de quem foi suspostamente fiel cumpanhera na Casa Civil, no alegado período áureo dos dossiês farjutos. A Falha deu com o nariz na porta do cofre. Na sua fala vitoriosa, a presidenta Poste afirmou que defende a total liberdade de imprensa. Acredite se quiser.
(Escrevi tantos "alegadamente" e "supostamente" e verbos no condicional porque quem tem... tem medo. Os "conselheiros sociais" já estão aí...).
PARA SEGUIR A SINTAXE DA MADAMA, EU DEVERIA ESCREVER PRESIDENTA POSTA."
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